domingo, 2 de abril de 2017

MATO GROSSO DO SUL: PANTANAL

COMPLEXO DO PANTANAL

     O Complexo do Pantanal, ou simplesmente Pantanal, é um bioma constituído principalmente por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, altitude média de 100 metros. Está situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco). A região considerada pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, localizado na região do Parque Nacional do Pantanal. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira. Além disso, tem poucas montanhas, o que facilita o alagamento. 

   É grande a fiscalização no Pantanal, no sentido de preservar a biodiversidade da região. A fauna da região é variada, da qual se destacam os jacarés, sucuris, felinos e um grande número de espécies de aves. A flora apresenta espécies típicas de vários ecossistemas, como do cerrado, campos, florestas, etc. Em grande parte do ano a região pantaneira fica praticamente inundada, o que garante o crescimento das gramíneas (pasto) na época de seca. Além da diversificada vegetação do Pantanal (a oeste), o cerrado é encontrado, sobretudo ao leste, e ao sul, á vegetação presente é a típica das Florestas Tropicais.

O entardecer no Pantanal

MATO GROSSO DO SUL: ASPECTOS FÍSICOS

      Com predominância de clima tropical, Mato Grosso do Sul abriga a maior planície alagável do mundo – o Pantanal Mato-Grossense; o estado também possui áreas de cerrado e de floresta tropical. O relevo é caracterizado por regiões de depressão e planaltos com escarpas. A rede hidrográfica é composta por vários rios, tais como o Aquidauana, Paraguai, Paraná, do Peixe, Paranaíba, Taquari, entre outros.

Relevo: É formado por planaltos, patamares e chapadões, todos inseridos nas bacias dos rios Paraná e Paraguai. Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre duzentos e seiscentos metros.
O ponto mais alto do estado é o Morro Grande, com 1165 metros de altura. O relevo do estado é composto basicamente por três unidades:
- Oeste (extremo) – Complexo do Pantanal.
- Leste – Planaltos com escarpas.
- Noroeste – Planícies


Pantanal - Oeste
Serra de Maracaju


Planalto
Hidrografia: O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração. A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios e camalotes.

Mapa hidrográfico do Mato Grosso do Sul



Clima e Pluviosidade: Na maior parte do território do estado predomina o clima do tipo tropical com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias termométricas que variam entre 25 °C na Baixada do Paraguai e vinte graus centígrados no planalto. No extremo meridional (sul) ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais elevada (maior) e do relevo de planalto. As geadas são comuns no sul do estado registrando em média três ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo regime de chuvas de verão e inverno seco e a pluviosidade anual é, também, de aproximadamente 1500 milímetros.

Vegetação: Os cerrados recobrem a maior parte do estado, mas também se destaca a Floresta Tropical. Há ainda a presença de pampas (campos Limpos) e Mata Atlântica. Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai, a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em número de espécies.

Vegetação de Cerrado


quinta-feira, 30 de março de 2017

MATO GROSSO DO SUL: ECONOMIA

         O Mato Grosso do Sul é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos.
       
         Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovino do país. Além da vocação agropecuária, a infraestrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil. Quanto a sua pauta de exportações, o Mato Grosso do Sul se destaca na venda para o exterior de açúcar in natura (17,26%), soja (16,96%), carne bovina congelada (10,37%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,34%) e milho (9,99%). No estado, 44,77% da população residente compõe a população economicamente ativa.

         A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.
A composição do PIB de Mato Grosso do Sul é a seguinte: Agropecuária – 15,8%. Indústria – 16,7%. Serviços – 67,5%.

       A agropecuária é um elemento de fundamental importância para a economia estadual, pois ela impulsiona o setor industrial e de serviços. A agricultura se baseia nos cultivos de arroz, café, trigo, milho, feijão, mandioca, algodão, amendoim, cana-de-açúcar e, principalmente, soja, produto do qual o estado é um dos maiores produtores do Brasil.


Na pecuária, Mato Grosso do Sul detém um dos maiores rebanhos bovino do país.
Existem dois tipos de criação de gado, são elas:
1.Intensiva – suas características são:

  • áreas limitadas (invernadas); 
  • rebanhos escassos (de raça);
  • alto rendimento;
  • aplicação de métodos científicos e pastagens selecionadas;
  • destinada á produção de leite e de corte;
  • proximidade dos grandes centros urbanos.
Exemplo: Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, região de Campo Grande, grande Dourados, etc.
2.Extensiva – suas características são:

  • grandes áreas;
  • gado criado á solta;
  • pastagens naturais;
  • sem aplicação de técnicas adiantadas de criação;
  • baixo rendimento;
  • destinada ao corte (carne);
  • número de cabeças por hectares reduzidos.
Exemplo: Triângulo Mineiro, Campanha Gaúcha, Pantanal, etc.
A pecuária é totalmente destinada ao corte. As áreas produtoras de destaque são: Pantanal e sul do Estado. Atualmente, o estado é um dos maiores exportadores de carne bovina do Brasil. As terras do MS são de excelente qualidade, o Estado tem o clima propício para prática da pecuária e vem desenvolvendo a atividade de forma eficiente, competitiva e sustentável, calçada no melhoramento genético e investimentos em nutrição, manejo e sanidade. Tem uma comercialização pujante e bastante ativa.

MINERAÇÃO

Na mineração Mato Grosso do Sul também possui significativas jazidas de ferro, manganês, calcário, mármore e estanho, com destaque para o maciço de Urucum, em que há uma expressiva jazida de minério de ferro e manganês.



O estado vem apresentando um intenso processo de industrialização. Assim como na maioria dos estados do Brasil, Mato Grosso do Sul concede incentivos fiscais para a instalação de indústrias. Os resultados dessa política são satisfatórios.
Os principais segmentos são o alimentício, têxtil, siderúrgico e químico, que estão instalados em cinco grandes polos industriais:


PÓLO MINERO-SIDERÚRGICO: Agroindústria frigorífica e láctea; indústria de: calcário dolomítico, turismo e pesca; extração de rochas ornamentais; indústria de cerâmica; indústria de artefatos de cimento. Na área que compreende a região de Corumbá ocorrem agroindústria frigorífica e laticínios; indústria minero siderúrgica, cimento e calcário; de turismo ecológico e de pesca e indústria de refrigerantes. Corumbá, Ladário, Bodoquena, Jardim e Bonito.

PÓLO DE CAMPO GRANDE: Agroindústria frigorífica e laticínios; indústria de alimentos, têxtil e confecções; metalúrgica; de material plástico; curtumes; moagem de soja (farelo e óleo) refinada; beneficiadora de arroz; gráfica; bens de capital e bebidas e refrigerantes; compensados e chapas de madeiras; turismo de eventos; ração animal; sementes de pastagens e cereais; embalagens e indústria de café. Campo Grande.

PÓLO DO SUL: Agroindústria frigorífica e laticínios; indústria de alimentos, têxtil; e confecções; curtumes; moagem de soja (farelo e óleo bruto); bebidas; ração animal; sementes de pastagens e cereais; embalagem; erva-mate; fiação de algodão; açúcar e álcool; beneficiamento de trigo; gráfica e indústria de pescado; indústria de biodiesel. Dourados, Iguatemi Naviraí e Ponta Porã.

PÓLO DO BOLSÃO: Agroindústria frigorífica e laticínios; indústria de alimentos, têxtil e confecções; curtumes; moagem de soja (farelo e óleo bruto); embalagem; indústria de açúcar e álcool; beneficiamento de algodão; gráfica; indústria de pescado; derivados de plásticos; metalúrgica e siderurgia (ferro-gusa, alumínio e aço); indústria de madeira; turismo; indústria de calçados e indústria de café; indústria de papel e celulose. Paranaíba, Aparecida do Taboado e Três lagoas.
     
PÓLO DO NORTE: Agroindústria frigorífica e laticínios; indústria de cerâmica; indústria de alimentos; beneficiadora de algodão; rações; metalúrgica; indústria de açúcar e álcool. Cassilândia, São Gabriel do Oeste, Sonora, Costa Rica e Chapadão do Sul.

       TURISMO

Mundialmente conhecido por sua biodiversidade, possui atrativos naturais e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os cenários são distintos e com belezas peculiares, sendo rico em flora, fauna e exuberância da natureza. 


A dedicação de seus habitantes o tornaram uma das mais produtivas áreas e seus visitantes devem provar sua comida típica. O turismo ecológico também representa uma importante fonte de receita para o estado, promovido no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Suas principais cidades turísticas são: Campo Grande (capital). Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Corumbá, Miranda e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal. Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai e outras cidades que se destacam são Rio Verde e Costa Rica.

     COMÉRCIO

O conjunto das atividades de comércio e serviços responde por 62,87% da geração de riqueza no Estado, conforme dados do PIB/MS de 2012. As atividades do setor estão voltadas principalmente para o comércio varejista, predominantemente no ramo de produtos alimentícios, vestuários, comércio de veículos e de peças e acessório e material de construção. As regiões de Campo Grande e Dourados detêm mais de 60,0% do total das empresas de comércio. O maior volume comercial concentra-se nos municípios de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.
Comércio exterior: A atividade comercial que Mato Grosso do Sul realiza com o mercado internacional, vem apresentando desempenho satisfatório ao longo do período. A Argentina e o Uruguai eram os maiores compradores de produtos sul-mato-grossenses, no entanto, com as dificuldades econômicas enfrentadas pelos países do MERCOSUL, em especial a Argentina, houve um redirecionamento das exportações do Estado, tendo em 2012 destinos das suas exportações: China com 22,2%, Argentina com 7,8%, Rússia com 6,8% , Irã com 4,6% e Países Baixos (Holanda) com 4,1%. 


No MERCOSUL, o maior importador de produtos do Estado é a Argentina com 7,8%. As importações feitas pelo Estado vêm principalmente da Bolívia que respondem por aproximadamente 63,5, % das compras de Mato Grosso do Sul no exterior, tendo como principal produto o gás natural no estado gasoso importado através do gasoduto Bolívia-Brasil. Que em 2012 importou US$ 3,246 bilhões, tendo como principal produto o gás natural no estado gasoso importado através do gasoduto Bolívia-Brasil, em seguida aparecem como principais fornecedores externos a China, e o Chile. Entre os blocos econômicos, a Ásia representou o maior mercado consumidor dos produtos do Estado em 2012, seguido da União Europeia, Oriente Médio, África e o MERCOSUL.  As exportações do Estado ainda são muito dependentes do setor primário, cujos principais itens exportados são: soja “in natura”, farelo de soja, açúcar, carne bovina, produtos de madeira (celulose), milho e minérios, que juntos respondem por aproximadamente 72,0% das divisas com exportações do Estado.
Os fluxos de entrada e saída de mercadorias com o exterior são realizados principalmente pelos eixos rodoviários das BR/163, 262 e 267, pelos eixos ferroviários NOVOESTE e FERRONORTE e pelas Hidrovias Tietê-Paraná e Paraná-Paraguai, cujos principais portos de embarque e desembarque de mercadorias são os Portos de Santos, Paranaguá e Corumbá.